terça-feira, 15 de abril de 2014

Modalidades organizativas e o repertório do professor como instrumentos de aprendizagem


  1. Com foco na modalidade organizativa: Sequência didática (ou sequenciada)!
  2. Mas o que essa modalidade tem a ver com a questão do repertório e acessos culturais do professor?
  3. Primeiramente abordaremos a conceituação de atividades sequenciadas e em seguida, faremos a associação dela à questão do acervo cultural do professor.
  4. A sequência didática, como outras modalidades organizativas, é  uma fundamental para todo e qualquer processo significativo de ensino que visa a aprendizagem. Isso porque são recursos de planejamento para o professor  planejar efetivamente o percurso que pretende desenvolver para levar seus alunos à efetivas aprendizagens, que permeiam experiências e vivências distintas.
  5. Elas fazem do professor autor e sujeito de sua prática. Permite que ele tenha liberdade de criar caminhos, idealizar possibilidades, ideais, percursos, sem é claro, considerar a voz dos alunos e seus interesses...
  6. Somos profissionais responsáveis por levar pessoas a pensar, refletir, apreciar, experienciar. Como poderíamos limitar nossa prática a reproduções programadas linearmente?
  7. Quando trabalhamos com o foco na modalidade sequenciada  estamos discutindo a questão da intencionalidade pedagógica.
  8. Já sabemos que todo processo de aprendizagem  necessita de disparadores que promovam associações cognitivas e neurais que levam ao conhecimento. As sequências nada mais são do que atividades que levam os alunos a traçarem percursos cognitivos a partir de exploração e contato com diferentes meios e recursos.
  9. Mas não podemos partir dos conteúdos e objetivos por si só. Se queremos estimular o pensar, não podemos nos esquecer que temos sujeitos pensantes no nosso contexto educativo e que eles devem interagir! Caso contrário, não faz sentido uma sequência.
  10. Pensantes e apreciadores de quaisquer assuntos? Sim!
  11. Podem não ter se atentado para uma ou outra abordagem/ temática, mas alguma hipótese têm sobre as questões. E é daí que partimos.
  12. Precisamos suscitar nos alunos questionamentos e levantamento de hipóteses a respeito da temática que faremos e diante do retorno trazido, mapeamos nosso trajeto tendo sempre os objetivos e conteúdos como pano de fundo que nortearão todas as nossas ações e serão também nossa meta final.
  13. É neste processo de levar os alunos a estabelecerem relações que entra nosso repertório cultural!
  14. O ideal é que nas jornadas formativas tenhamos tempo de ler. Ler jornais, revistas, livros, sites, blogs, sites.
  15. Que assistamos filmes, que visitemos exposições, ouçamos músicas... Enfim, que possamos garantir para nós mesmos uma ampliação de informações que nos favoreça auxiliar o outro a estabelecer outras, pois a partir deste repertório teremos referenciais e condições de ampliarmos nossas ofertas aos alunos.
  16. Mas, independentemente do nosso repertório, só o fato de planejarmos uma sequência didática já favorece que estabeleçamos sentidos, relações e estudo, aprendendo em decorrência deste pré-estudo.
  17. Daí em diante, cada proposta que venha acontecer terá os conhecimentos do professor como disparadores, que tendo apropriação daquele assunto, contagiará o aluno e compreenderá o processo que ele está com mais desenvoltura, propondo assim retomadas, ampliações, mudanças de percurso, ampliações, fechamentos.
  18. Lembro-me como se fosse hoje das aulas do meu (ex) professor de filosofia Alípio Casali, que, por ser apaixonado pelo seu fazer, pegava na mão de seus alunos e mergulhava com eles nos textos/universo de Comte, Platão, Freud, Foucault autores bastante complexos.
  19. Seu envolvimento simbiótico com aquela literatura, favorecia com que ele nos levasse àquele mundo estranho a princípio, mas que ia se tornando familiar. Com este mecanismo, éramos provocados a pensar, estabelecer diferentes associações  de modo que aquelas discussões foram muito significativas para mim.
  20. Então nesta perspectiva, o aluno teria a seu favor, além dos materiais pedagógicos, um professor mediador e co-autor que, com propostas encadeadas entre si, que favorecerão seu contato com o assunto em questão de maneira significativa.
  21. No decorrer deste processo dialógico e intencional, o professor vai favorecendo as relações  dos alunos. Quanto mais contato com o mundo, mais possibilidades o professor tem de oferecer associações a  eles. Quando lê livros, ao abordar uma temática, pode ampliar com informações que leu, quando lê jornal, pode trazer por meio de leituras compartilhadas, exemplificações ou desfechos do tema discutido. Quando viaja pode relatar peculiaridades daquele contexto, bioma, cultura, imagens.
  22. Posso apostar, por experiência própria, que todo aluno que tem contato com uma sequência sistematizada, interessante que favoreça estabelecimento de relações,contribuem ao ato de aprender. As relações tornam-se mais próximas, mais significativas. Seu comportamento deixa de ser de receptor para um curioso interessado, que se sente feliz por saber que sabe!

  23. É lindo ver o brilho nos olhos deles por esta conquista!”






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